quinta-feira, 30 de outubro de 2008

É HOJE!

"Eu quero mais que a vida do interior"

"O poder de magia pode ser sentido no ar, nessa noite. O Outro Mundo se coaduna com o nosso conforme a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega. É o tempo do ano em que o frio cresce e a Morte vaga pela Terra..."

Parabéns para mim e Feliz Dia das Bruxas para quem furtou meu Diário e o lê neste momento...

...Porque não há graça em ser normal!

...Porque levar tudo a sério dá ruga mais cedo!

...Porque as coisas são simples, a gente é que complica tudo!

...Porque tudo vale a pena quando a alma não é pequena!

...Porque a gente só aprende (de verdade) quando erra!

...Porque a gente só tem essa vida pra tentar acertar!

...Porque amanhã pode ser tarde demais!

Nossa. Tenho que lembrar disso mais vezes por ano...

Muito pouco....


Falta pouco...







terça-feira, 28 de outubro de 2008

Ser atriz

Uma delas vai entrar em cena. Difícil é saber qual


- Senhora: "Nossa, você me emocionou demais! Você é linda!"


- Eu (entre surpresa e tímida): "Eu?! Err...M-muito obrigada!"


Dá pra acreditar, Diário, que isso aconteceu comigo? Acho que toda mulher algum dia sonhou ser atriz. Comigo, claro, não foi (é) diferente. E tive o prazer de aproveitar a oportunidade no último ano de faculdade, na companhia de teatro de lá. Super respeitada na região, inclusive. Foi então que participei de um espetáculo em que vivia (hehe...ironia) várias e uma única mulher ao mesmo tempo, interpretando poemas de Adélia Prado. Foi assim que a conheci.


Através dos poemas dela foi que entendi que sou realmente única e várias ao mesmo tempo. Sou a louca, a racional, a tímida, a impetuosa, a apaixonada, a ingênua, a dominadora, a sensual, a cruel e a reprimida - pra ficar só em alguns exemplos. Dependendo da situação (ou do interlocutor), uma delas prevalece. Uma delas vai falar mais forte. E isso acontece constantemente durante um único dia.


Só não consegui entender ainda o que motiva uma a sobressair entre as outras. Mas bem que eu poderia ganhar um Oscar.

sábado, 25 de outubro de 2008

Eu também

Além do meu niver, também fico assim na... "Páscoa"


Diário, sem ter nada pra fazer eu me peguei me comparando com a moça aí da foto, a Corpse Bride (2005. Ótimo, recomendo). E não é que...pasme!...Somos parecidas? "Não diiiiga", você deve estar pensando. rs. É. Mas não só no rostinho bonito, é na trajetória de...vida (?), também. Só agora me caiu a ficha. Senão, vejamos. Eu também já fui noiva e, sendo quem sou, o adjetivo "noiva-cadáver" me cai como uma luva. A pobre moça foi miseravelmente desiludida em seu propósito: assassinada, ainda vestida de noiva, pelo amor de sua vida. Eu também.

Já "morta", ela acredita ter encontrado uma nova chance - ainda que essa nova chance pertença a outro mundo (o dos vivos) e esteja seriamente comprometida com outros projetos - e chega mesmo a se empenhar para ficar com o troféu (abacaxi). Depois de muitos percalços, ela finalmente entende que, apesar de ser um belo fruto, ele é grande demais pra descascá-lo. Eu também.
Não posso contar o fim do filme porque quem pegar meu diário pra ler pode não ter assistido a ele. Mas espero poder dizer "eu também" para o desfecho que lhe foi reservado.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A difícil linguagem dos sonhos

Sonhos: devaneios do consciente ou a razão do inconsciente?


Não foram poucas as vezes, Diário, em que eu me deparei com sonhos reveladores. Mais ainda com aqueles em que eu daria tudo para que se tornassem realidade. Por que uns se "materializam" e outros, não? Hoje mesmo vivi a situação de um que se realizou. Não exatamente igual ao do mundo onírico, mas à maneira do mundo real, que é sempre mais cruel. Quando isso acontece, dá um frio na espinha, o coração dispara. É estranha demais a sensação.
Afinal, que critérios foram usados pra codificar a difícil linguagem dos sonhos - principalmente a dos pesadelos? O meu pesadelo mais comum é com o mar. Já "fiquei presa" entre ondas, tsunâmis, ressacas e afins um sem-número de vezes. Entre as diversas interpretações que achei para o fenômeno, as mais curiosas respostas. No entanto, algumas são mais que isso. São mesmo coerentes. Uma delas diz que "afogar-se" significa dificuldades para se adaptar a uma determinada situação econômica, social, familiar ou na vida do casal. Bingo!


Sonhar com água: "Nossas emoções, intuitos e instintos mais profundos estão em questão quando os nossos sonhos usam o símbolo água" (Olhaí!). Água agitada significa "ferimento moral" (abafa o caso...). E, por fim, o mar. "Ver um mar tranqüilo e transparente, é sinal de felicidade, e bons negócios. Agitado e turvo, faz-se prever aborrecimentos e dor. Deixar-se submergir pelo mar prova que se deixa transbordar na existência.(...) E ver-se afogando no mar, trata-se de um desejo de se desembaraçar de aborrecimentos. Como o mar representa travessias, sonhos com ele podem representar um desejo de renovação".


Por que, raios, eu nunca sonhei com um mar tranqüilo? O pior é que, durante todo esse tempo, ele sempre teve razão... Onde estava o Google pra me traduzir esse idioma há uns...oito anos? ¬¬

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Contagem regressiva

Bolo e guaraná, muitos doces (ou travessuras) pra vocêêê...

Faltam 10 dias! Como a minha existência não é contada em anos, mas em milênios, nem adianta fazer as contas pra descobrir a minha idade. Sou mais velha que aquele cara que nasceu "há 10 mil anos atrás". A única dica é essa. Mas a emoção de comemorar mais um aniversário continua indescritível, principalmente se cair em noite de céu limpo e lua cheia (ah, tô com preguiça de olhar no calendário...)! Pelo menos vai ser numa sexta-feira, já tô no lucro.

É o dia em que o invisível é quase capaz de saltar aos olhos, a sensibilidade fica mais aguçada. Até o vento que sopra no rosto é diferente. É. Elas estarão soltas. São minhas convidadas. Talvez eu solte a que existe dentro de mim, também. Ela merece essa chance.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sobre implosões e explosões

Freqüentemente me comparam com a Mandy. Não sei por quê...
Diário, hoje te apresento a Mandy. Outra mestra (literalmente. Ela me faz de escrava no desenho "As terríveis aventuras de Billy e Mandy", e ainda me dublam com voz masculina. Eu mereço! ¬¬). Não raro, aqueles que assistem ao desenho me comparam com ela. Por que será? O fato é que me considero uma pessoa passiv...digo, pacífica. Calma demais, até. Só que quando algo passa dos limites e a fúria aflora, tento extravasar de alguma maneira. Falo isso porque hoje me deparei, estupefata, com a triste notícia de que um louco baleou a ex-namorada por ela não querer mais nada com ele.
Incrível como são os seres humanos. Reagem das mais variadas maneiras às adversidades. Eu, por exemplo, pra poupar o próximo da minha "insanidade rompante" (como descreve a comunidade Eu tenho medo de mim mesmo, do Orkut), seja pelo auge de uma frustração, de uma injustiça ou do cúmulo da raiva, já perdi as contas de quantas vezes me auto-flagelei ou "auto-flagelei" meus cadernos e apostilas quando não conseguia responder a algum exercício.
Comecei mordendo a mão (risos), depois passei a arrancar tufos de cabelo (lembro da cara de horror que a minha irmã fez quando me flagrou numa seção dessas), a me arranhar durante o banho e a cortar a mão em cacos de vidro ou faca. Fora os socos na parede. Dia desses, conversando com a minha vó, ela revelou que eu, ainda bebê, tinha mania de bater a cabeça no chão quando contrariada - coisa que meu sobrinho herdou e ninguém sabia de quem até a tal revelação.
Enfim, como você vê, eu prefiro implodir quando a raiva explode. Já a Mandy...Vai ver a minha semelhança com ela é por essa expressão serena que carrega sempre consigo. Tão serena quanto a minha. Tenho que ser assim senão não me respeitam no meu ambiente de trabalho. Como é que as vítimas vão se convencer de que eu sou a Inevitável quando disser "vim te buscar"?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Decisão

Ponte inspira. Pássaros e natureza, idem. Mas alguma coisa não bate



"Quando você precisa tomar uma decisão e não a toma, está tomando a decisão de nada fazer" (William James, acho)

Eu tomei a minha, Diário. Dói, como todo aprendizado. Tomar decisões, principalmente as corretas, é um aprendizado sofrido (redundância), não é exatamente abrir a geladeira e escolher entre água ou refresco. É sempre mais fácil esperar que as coisas aconteçam ao sabor do destino - pra quem acredita nele, claro, como eu - do que optar por algum caminho.
Os acontecimentos me levaram a um, cheguei ainda a andar alguns metros nele. Mas decidi recuar, não sei se tarde demais. Só sei que decidi. Era uma estrada até cheia de atrativos, fascinante, só que não muito firme. Eu não conseguiria ir muito longe sem alguém segurando a minha mão e me guiando.
Poderia chegar a Shangri-lá? Talvez. Mas o Chefe me ensinou que nem sempre o caminho mais bonito, prazeroso e fácil é o melhor. Tudo pode não passar de uma ilusão.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

O grito

Sai desse corpo que não te pertence!!!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Eu não vejo a hora de lhe dizer...

Afasta de mim esse cálice, Chefe!



- 13:45 eu: Eu não vejo a hora de lhe dizer aquilo tudo que eu decorei... =( Será q eu consigo?

- 13:46 *Amiga: amiga, não sei só sei q mesmo decorando não sai do jto q a gente imagina

- 13:47 eu: Com certeza. Hoje eu engasguei no telefone...



Pois é, Diário...Decorei. Passei e repassei o texto na mente várias vezes, começo, meio e fim. Quando eu perdia o fio da meada, passava tuuuudo de novo, só me preparando para o grande momento. A primeira oportunidade. Que veio. Mas eu engasguei. Deu um branco, tentei puxar na minha mente, mas nada vinha. Acho que até a "platéia" esperava uma grandiloqüência, mas só consegui emitir alguns monossílabos, alguns sons, como "errr", "hum", "hã", "aham"...No máximo soltei uma frase de todos os 15 parágrafos perfeitamente empilhados no hemisfério esquerdo do meu cérebro.


E aceitei as pedras de gelo de novo. Tem feito tanto calor ultimamente...Ao mesmo tempo que as ausências oprimem, basta um nome específico piscando no display pro meu humor mudar. E o meu semblante também. E o meu dia. E agora, Chefe? Tenho me contentado com tão pouco e, ao mesmo tempo, como diz a música, sobra tanta falta...
Sobra tanta falta (Teatro Mágico)
"Falta tanta coisa na minha janela
Como uma praia
Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dela (e)
Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência
Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo (...)"

domingo, 12 de outubro de 2008

Olha a minha cara de "acredito"

"Juuuura?"

Diário, quero te apresentar Vandinha Addams. Minha ídola da adolescência (faz tempo ¬¬) e, tá, de hoje também. De sempre. Me inspirei tanto nela que acredito ter "herdado" alguns trejeitos, como essa expressão corporal aí da foto, que normalmente se estampa em mim quando estou contrariada (tem gente insensível que diz que estou sempre contrariada, então. rs).


Mas o fato é: o objeto da minha espera mandou sinais de fumaça, ontem. Daquela fumaça já beeem rarefeita. Eu, que já havia almoçado sem tomar líquido* há dias e constatei que não engasguei, não sufoquei nem, pasme!, morri, fiz essa mesma pose da Vandinha (mestra!) quando notei o sinal vindo na minha direção. E o que é melhor, quando já não estava mais nem esperando. É sempre assim, eu é que não aprendo. Ainda bem que eu não estava mais com sede. Também me falta aprender a não querer mais querer tomar dessa água. Vandinha comanda!
*Ler "A espera. À espera..."

sábado, 11 de outubro de 2008

Insônia

O papo tá bom, mas...vou ficar mais um pouquinho


2h02. Morrendo de sono. Mas ainda acordada. Em novembro vai fazer um ano que não vou pra cama antes de meia-noite (com raríssimas exceções). A coisa piora em véspera de feriado ou fim de semana, quando "obrigo-me" a ficar até mais tarde. Todos se despedem de mim no msn e eu permaneço. Procuro sites e blogs que não posso ler durante o dia, procuro perfis inusitados no Orkut...Agora, por exemplo, escrevo em você, Diário. Eu tinha me decidido a não rabiscar nada hoje, até porque nada de interessante me ocorreu durane o dia que valesse o registro. Até porque hoje é véspera de fim de semana. Até porque eu, como entidade feminina, sou, como todas, de lua.


Hoje, excepcionalmente, a Rádio Aldeia FM me faz companhia. A União tava fora do ar. Foi então, lá pela 1h, que tocou uma música que havia muito eu não ouvia. Achei, no mínimo, oportuna. Alívio Imediato - Engenheiros do Hawaii. Faz muito sentido no momento. Pena que tenha chovido tão pouco ultimamente.
(...) "Que a chuva caia como uma luva
Um dilúvio um delírio
Que a chuva traga alívio imediato
Que a noite caia de repente caia tão demente quanto um raio
Que a noite traga alívio imediato
Há espaço pra todos há um imenso vazio
Nesse espelho quebrado por alguém que partiu
A noite cai de alturas impossíveis
E quebra o silêncio e parte o coração
Há um muro de concreto entre nossos lábios
Há um muro de Berlin dentro de mim
Tudo se divide todos se separam
Duas Alemanhas duas Coréias
Tudo se divide todos se separam"
(...)
Outras músicas têm feito parte do meu repertório atual (ele muda constantemente). São boas companhias na madrugada:


- Piano Bar (também dos Engenheiros);

- Bette Davis Eyes (Kim Carnes);

- Break the night with colour (Richard Ashcroft);
- Wish you were here (Pink Floyd - The Royal Philarmonic Orchestra);

- Samba de Verão (Caetano Veloso);

- Fix you (Coldplay);

- Houlding out for a hero (Bonnie Tyler); e

- Confesso (Ana Carolina)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Varrendo a alma

Minha foice é mil e uma utilidades (arte de Bryan Ballinger. Linda, não?)


Não sou prendada. Não sei lavar, não sei cozinhar, não sei passar, não tenho paciência alguma pra serviço doméstico. E não foi por falta de esforço da minha mãe, coitada. Ela tentou. Mas hoje, Diário, decidi, por livre e espontânea vontade (e 99% pressão, ao ver teias de aranhas em cada canto do apê), pegar a vassoura e varrer a sujeira. Atire a primeira pedra, Diário, se tu também não deixa as coisas chatas pra depois. Eu deixo. Eu acumulo serviço. Deixo pra amanhã o que posso fazer hoje. Sem culpa. Tem gente que é feliz ariando panela, janela, roupa, lajota, até deixá-los brilhando.




Eu não. Eu tento ser feliz fazendo as minhas obrigações quando eu acho que têm que ser feitas. É defeito? Não é normal? Mas quem é perfeito? Que graça há em ser normal? Engraçado que, enquanto eu varria, ia me sentindo mais leve. Parece que com a sujeira acumulada do apartamento ia junto, pra lixeira, a sujeira acumulada na minha alma, na minha mente. Não sei se pela sensação de dever cumprido, ou se uma coisa tem a ver com a outra. Vai saber? Há mais coisas entre o céu e a terra do que as linhas tortas por onde o Chefe escreve. E ainda bem que meu apê é pequeno.

A espera. À espera...

Eu acho que ele não vem. Ele não vem, não...Ou será que virááááá?

É, Diário...Pra quem é ansioso, como eu, esperar por alguma coisa que se quer muito vai além da categoria "tortura". É angustiante. É nauseante. É frustrante... É irritante. Eu saio do sério, volto pro sério, conto até dez, cem, mil...Respiro fundo, bebo água, como chocolate. Como chocolate. Como chocolate. E a espera continua. À espera de um milagre (tenho que ver esse filme. Devo aprender alguma coisa com ele) que, por ora, não acontece.

Talvez pra tentar iludir minha sede, vez por outra uma alma manda algumas pedras de gelo quando já começo a me dar por satisfeita e me acostumar com a situação (sabe quando a gente almoça sem tomar líquido? No começo, parece que a gente vai sufocar. Depois, a gente percebe que sobrevive e que pode agüentar ficar sem tomar nada ainda por muito tempo). Masss, por se tratar de algumas gotas de água, solidificada ainda por cima, o desejo se renova. Um círculo vicioso do qual eu já venho me cansando. E quando eu canso, de verdade, só o Chefe Lá de Cima me faz sair do meu requiém aeternum, superconfortável, na minha cama. Deitada é melhor. Porque esperar cansa. Esperar por alguém que não vai chegar, mais ainda.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ser ou não ser, eis a questão


Hamlet tinha a caveira dele. Eu também tenho a minha


Bom, Diário – nem tão diário assim, como veremos futuramente... rs – eis a questão! Ser ou não ser? Outro dia reli (releio-a sempre) um poema da Adélia Prado, A Serenata, que vai fundo, como só ela sabe, nesta questão. Ser doida ou santa? Há meses essa dúvida martela a minha cabeça e as conseqüências são visíveis a olho nu (meu rosto está cheio de espinhas. Saco!).




Que conseqüências recairiam sobre a minha existência se eu decidisse ser doida? A primeira delas seria a minha paz de espírito (é, até a Morte tem ou sonha ter) que, de atualmente pouca, se resumiria a nada. Meu próprio julgamento e condenação seriam sumários, porque quem não tem vocação pra esse tipo de loucura é o primeiro a se condenar. Depois, vêm as conseqüências externas, o julgamento e a condenação alheios. Que só reforçam aqueles a que já me submeteria. Um preço muito alto, que poucos são loucos (oh!) de pagar...




Ao optar por ser santa...Eu manteria minha consciência e dignidade intactos. Não diria que teria de volta a tão sonhada paz. Ah, esta ficaria no empate. Afinal, seres passionais só têm paz de espírito quando estão (muito, muitíssimo) próximos do seu objeto de desejo. E renunciar a isso é o tipo de sacrifício equivalente ao dos grandes mártires. Se é sacrifício, o próprio nome diz: "do Lat. Sacrificiu s. m., acto ou efeito de sacrificar; oferta de vítimas ou de donativos à divindade, revestida de certo ritual, para expiação da culpa ou para implorar auxílio; imolação; sofrimento (Priberam Língua Portuguesa Online)". E agora?




Para quem não conhece, ouça uma belA Serenata




"Uma noite de lua pálida e gerânios
ele virá com a boca e mão incríveis
tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobo
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
- só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela,se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?"


Adélia Prado

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Querido Diário,

Dumbledore tirando os pensamentos em excesso. Invejinha


Não sei bem como se usa essa ferramenta, mas decidi colocar pra fora alguns pensamentos e demônios que ora entopem a minha mente, ora não pertencem ao meu corpo. Quisera eu ter uma "penseira", como o meu amigo Alvo Dumbledore. Mas como não tenho e inveja NÃO me mata, o jeito é escrever um...um...diário. Coisa mais obsoleta! rs. Hoje é o primeiro dia. Um dia frio, nublado, sombrio, do jeito que eu gosto. Lindo dia pra começar a escrever, não? Afinal, apesar de eu discordar, esse clima é sinônimo de frustrações, brigas, chateações, desavenças...Estão aí expressões como "tempestade em um copo d'água" que não me deixam mentir.

E ser ciumenta...dá nisso. Tempestades e mais tempestades em copos d'água. Em dias nublados, em chuva, muita chuva. Só quem sofre desse mal sabe a que eu me refiro. Pior é saber que não se pode fazer muita coisa a respeito, a não ser tentar controlar a fera. A gente já nasce com ela. A gente é a própria fera, na verdade. Que é alimentada com ausências, insegurança, segredos e pouco caso. Muitas vezes, nós é que cultivamos o "combustível", tipo em 70% das ocasiões. Outras, não. Difícil é saber quando é um e quando é outro. Vou falar muito ainda disso aqui.

Mas o meu aniversário se aproxima, sempre fico eufórica nesta época do ano. Adoro! Reencontrar todo aquele povo querido, só mesmo no meu aniversário - Joana D'Arc, o próprio Dumbledore, Tenebrosina, madrastas, Hermione Granger, Potter, Matinta Pereira...Enfim, a galera. Depois vou "colar" as fotos da festa. Sempre é pura diversão. Duro é esperar esses 25 dias passarem. Parecem...olha só que ironia para a Morte...Uma eternidade. rs