quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A espera. À espera...

Eu acho que ele não vem. Ele não vem, não...Ou será que virááááá?

É, Diário...Pra quem é ansioso, como eu, esperar por alguma coisa que se quer muito vai além da categoria "tortura". É angustiante. É nauseante. É frustrante... É irritante. Eu saio do sério, volto pro sério, conto até dez, cem, mil...Respiro fundo, bebo água, como chocolate. Como chocolate. Como chocolate. E a espera continua. À espera de um milagre (tenho que ver esse filme. Devo aprender alguma coisa com ele) que, por ora, não acontece.

Talvez pra tentar iludir minha sede, vez por outra uma alma manda algumas pedras de gelo quando já começo a me dar por satisfeita e me acostumar com a situação (sabe quando a gente almoça sem tomar líquido? No começo, parece que a gente vai sufocar. Depois, a gente percebe que sobrevive e que pode agüentar ficar sem tomar nada ainda por muito tempo). Masss, por se tratar de algumas gotas de água, solidificada ainda por cima, o desejo se renova. Um círculo vicioso do qual eu já venho me cansando. E quando eu canso, de verdade, só o Chefe Lá de Cima me faz sair do meu requiém aeternum, superconfortável, na minha cama. Deitada é melhor. Porque esperar cansa. Esperar por alguém que não vai chegar, mais ainda.

2 comentários:

Golby Pullig disse...

Amiga pelamordedeus!!! Se tu não colocasse esse monte de belas feras pra fora o que seria de ti, hein??? Leio teus textos sem respirar porque tenho medo de ter uma síncope no meio do caminho. Quem seria Adélia Prado do Acre mesmo? Francamente. Sobre esse negócio de esperar, melhor Marina Lima falar por mim: "A vida é dura, quando se espera alguém. A vida é fria, quando esse alguém não vem. Oh!dura vida. Espera fria...".

Adaildo Neto disse...

Engraçado ver a morte esperando, geralmente somos nós, meros mortais que a esperamos, assim não tão ansiosos mas digamos seja uma espera aliviada. Ela lá, eu aqui, enfim felizes assim.

Agora eu quero saber o que a morte espera? Essa é a pergunta que não quer calar.