terça-feira, 28 de outubro de 2008

Ser atriz

Uma delas vai entrar em cena. Difícil é saber qual


- Senhora: "Nossa, você me emocionou demais! Você é linda!"


- Eu (entre surpresa e tímida): "Eu?! Err...M-muito obrigada!"


Dá pra acreditar, Diário, que isso aconteceu comigo? Acho que toda mulher algum dia sonhou ser atriz. Comigo, claro, não foi (é) diferente. E tive o prazer de aproveitar a oportunidade no último ano de faculdade, na companhia de teatro de lá. Super respeitada na região, inclusive. Foi então que participei de um espetáculo em que vivia (hehe...ironia) várias e uma única mulher ao mesmo tempo, interpretando poemas de Adélia Prado. Foi assim que a conheci.


Através dos poemas dela foi que entendi que sou realmente única e várias ao mesmo tempo. Sou a louca, a racional, a tímida, a impetuosa, a apaixonada, a ingênua, a dominadora, a sensual, a cruel e a reprimida - pra ficar só em alguns exemplos. Dependendo da situação (ou do interlocutor), uma delas prevalece. Uma delas vai falar mais forte. E isso acontece constantemente durante um único dia.


Só não consegui entender ainda o que motiva uma a sobressair entre as outras. Mas bem que eu poderia ganhar um Oscar.

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