quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Estranho é relativo

Meu sonho ter uma família assim
Desde pequena tenho a Família Addams como um exemplo a ser seguido. Nunca havia entendido o porquê, Diário, dessa minha fascinação, que só foi evoluindo com o tempo. Mas agora, uns 987483274826428421 de anos depois que assisti ao filme pela primeira vez, sim. Apesar do excêntrico estilo de vida, eles são extremamente amorosos uns com os outros, unidos e sólidos como uma rocha. Mais que isso: são fiéis a sua filosofia de vida (com todas as esquisitices que isso represente), ainda que essa decisão lhes custe o olhar de reprovação da sociedade - pra não dizer "apartheid".
Nesses dias que fiquei ausente, passei por algumas experiências que me fizeram refletir - mais um pouco do que o muito de normalmente, rs - sobre o que é estranho, esquisito, inaceitável, reprovável...E a resposta eu encontro justo onde? No pôster do meu filme de infância favorito. "Estranho é relativo". E ponto. Simples assim.
Tão simples e ao mesmo tempo tão complicado. Complicado as pessoas entenderem que a minha maneira de ser e que me faz feliz, que me faz fugir um pouco desse mundo tão louco, tão cruel e tão injusto, não faz mal ao próximo, não prejudica ninguém. É apenas uma válvula de escape. É apenas uma fantasia. É estranho? Isso é relativo. É um incômodo? Por que? Por que eu não sou como queriam que eu fosse? Perdão. Não sou perfeita. É mais forte do que eu. Acho que o nome disso é personalidade e cada um tem a sua.
"Se Deus quisesse que fôssemos iguais, por que Ele nos fez tão diferentes?", questiona uma personagem do filme "Galera do Mal" (apesar da tradução tosco-brasileira, o filme é bem legal) a um pastor. Ele não soube responder.

3 comentários:

Golby disse...

Ele (Ele mesmo), nos fez diferentes pra exercitarmos a tolerância, a paciência, a compreensão e a caridade (máximo de todas as máximas de Jesus Cristo), a mais difícil das virtudes a serem perseguidas.
A caridade não tem peso nem medida. Ela deve ser praticada justamente quando acreditamos não poder fazê-lo. Quem agüenta isso?
Quero dizer uma coisa, minha querida estranha, esquisita, surreal, absurda e, como diz o meu filho de si mesmo, bizarra: não somos diferentes. Somos todos iguais, mais do que imaginamos. O erro está em nos acharmos diferentes e é aí que entra o julgamento. O Gabriel O Pensador diz uma coisa bacana. Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Maria Liberdade Oliveira dos Santos disse...

Conheci o seu blog por meio do Tião Vitor. Resolvi comentar pq gostei muito...Super original. voltarei mais vezes.

Dona Morte disse...

Seja bem-vinda! =)